O capítulo 10 do livro Cibercultura discute a relação existente entre as novas tecnologias com o saber. O autor destaca nesse capítulo a necessidade da criação de novos e espaços e modos de construção de conhecimento, diferente do que estamos acostumados atualmente. Esse novo modo de educação articularia educação e tecnologia, com o objetivo de sanar as exigências existentes em nossa sociedade. Desse modo, o professor assumiria outro papel, mas nunca deixando de mediar o saber.
A WEB passou a ser o canal mais usado para transmitir saberes e conhecimentos às pessoas e esses mesmos saberes são passados sem organização e controle, propagando idéias e valores de tudo à todos. Apesar da forte resistência à internet como ferramenta para a educação, o autor alerta que a Web não deve ser o objetivo de substituição das relações físicas e sim de melhorar essas relações facilitando a vida das pessoas. No entanto, a sociedade ainda se mostra resistente a ela fora do contexto de diversão.
Para o autor, os ciberespaços servem para transmitir o conhecimento construído pela sociedade. Sendo assim, ele substitui algumas formas de transmissões por outras. O livro, por exemplo, pode ser encontrado, hoje, em páginas virtuais. Mas isso não significa que o conhecimento seja menos importante, mas sim diferente. O que é motivo de grande resistência ao uso da Web.
O ciberespaço não deve ser considerado contrário aos avanços científicos e sim parceiros, sempre que atualmente os grandes avanços científicos têm ligações com as novas tecnologias. E na educação não deveria ser diferente.
Segundo Levy, o Ciberespaço ampliou os conhecimentos humanos, fazendo com que todas as áreas fossem beneficiadas com as tecnologias. Ainda no capítulo 10 o autor cita a simulação com exemplo do grande avanço que o ciberespaço contribuiu para a ciência, uma vez que a memória humana é curta e incapaz de armazenar tantos dados e informações.
De acordo com o texto, o saber da informática não objetiva substituir a inteligência humana, mas sim possibilitar que todos tenham acesso às mesmas informações, independente de onde elas estejam. Apesar da desordem que o autor assume que exista, a informática permite que todos conectem entre si todos e que tenham qualquer tipo de informação chamada de “inteligência coletiva”.
CAPÍTULO XI
AS MUTAÇÕES DA EDUCAÇÃO E A ECONOMIA DO SABER
O capítulo 11 problematiza o grande aumento da procura por escolarização e a falta de professores, espaços e verba que os países, sobretudo os mais pobres, têm como obstáculos.
O autor indica o ensino à distância como a provável saída para esses problemas, de modo que é mais acessível economicamente e mais fácil de ser implantado. Alguns especialistas nesse campo dizem que a algum tempo o Ensino à Distância terá mais reconhecimento social.
A aprendizagem coletiva, segundo Levy, ganhará espaço nas escolas para suprir a demanda existente à procura massificada por educação. Esta educação é feita à distância via internet e outros programas de banco de dados. O professor agora teria outra função, que neste caso, passa a ser de incentivador do pensamento, acompanhado a evolução de seus educandos.
Levy deixa claro que, em sua visão, as outras possibilidades de educação não visam a substituição do professor por máquinas e sim de oferecer novas possibilidades a todos que almejam uma educação formal. Essas possibilidades podem estar ligadas a outra forma de ensino, que pode ser a distância, lançando mão das tecnologias existentes para um ensino de qualidade, acessível a todos.
O autor salienta que, cabe ao Estado promover a educação via ciberespaço, com qualidade e sem deixar de pensar no professor como parceiro nessa nova possibilidade de educar.
A educação relacionada com as novas tecnologias possibilitaria um grande avanço nos países que de fato adotasse essa forma de educar. Para exemplificar, Levy diz queasnovas tecnologias estariam abertas para promover testes capazes de detectarem as qualificações de acordo com as competências que cada indivíduo possui. e reconhecer essas qualificações. Qualificações estas não reconhecidas pela a escola. Assim, os alunos poderiam, desde o início decidir o caminho profissional seguir.
CAPÍTULO XII
AS ÁRVORES DE CONHECIMENTOS, UM INSTRUMENTO PARA A INTELIGÊNCIA COLETIVA NA EDUCAÇÃO E NA FORMAÇÃO
No capítulo 12 Levy apresenta um método nomeado por “árvores dos conhecimentos”. Esse método é capaz de apontar as competências presentes em cada comunidade que não foram reconhecidas e valorizadas na escola. Ou seja, cada comunidade tem sua própria árvore, de acordo com as suas subjetividades.
Esse método visa ajudar a qualificar as pessoas que não possuem diplomas formais, transformando suas habilidades e competências em itens valorizados pelas as empresas. Ou então dando mais qualificação aos estudantes durante sua a formação.
O uso das árvores de conhecimentos já é uma atividade reconhecida em alguns países da Europa e EUA. De acordo com as competências dos estudantes universitários é possível conseguir “brevês” que poderão ser usados como qualificação profissional. Mas essa conquista só foi possível porque a tecnologia e a educação andaram juntas. Além dos benefícios já indicados cada instituição de ensino tem a sua grande árvore e por meio dela pode se conectar com outros estudantes e até consultar as disciplinas que poderão cursar de acordo com as competências desejadas e entre caso, cursá-las em outras instituições mesmo fora do seu país,
Levy diz que essa mesma prática pode ter uma escala menor, ou seja, ser implantada apenas dentro de uma universidade. O autor destaca ainda que métodos como esse tem que ter como resultado o fim da exclusão social nas empresas e nas escolas.
Qualquer reflexão sobre o futuro dos sistemas de educação e de formação na cibercultura deve ser fundada em uma análise prévia da mutação contemporânea da relação com o saber. Vejam três contestações retiradas do texto em relação a isso:
·A primeira constatação diz respeito à velocidade de surgimento e de renovação dos saberes.
·A segunda constatação, fortemente ligada à primeira, diz respeito à nova natureza do trabalho, cuja parte de transação de conhecimentos não para de crescer. Trabalhar quer dizer, cada vez mais, aprender, transmitir saberes e produzir conhecimentos.
·E por fim a terceira constatação: o ciberespaço suporta tecnologias intelectuais que amplificam, exteriorizam e modificam numerosas funções cognitivas humanas: memória (banco de dados, hiperdocumentos), imaginação (simulações), percepção ( sensores digitais, tele presença, realidades virtuais), raciocínios (inteligência artificial, modalização de fenômenos complexos).
Com essas tecnologias intelectuais, sobretudo as memórias dinâmicas, são objetivadas em documentos digitais ou programas disponíveis na rede (ou facilmente reproduzíveis e transferíveis), podem ser compartilhadas entre numerosos indivíduos, e aumentam, portanto, o potencial de inteligência coletiva dos grupos humanos. O saber-fluxo, o trabalho-transação de conhecimento, as novas tecnologias da inteligência individual e coletiva mudam profundamente os dados do problema da educação e da formação. O que é preciso aprender não pode mais ser planejado nem precisamente definido com antecedência. Os percursos e perfis de competências são todos singulares e podem cada vez menos ser canalizados em programas ou cursos válidos para todos. Devemos construir novos modelos do espaço dos conhecimentos. No lugar de uma representação em escalas lineares e paralelas, em pirâmides estruturadas em "níveis", organizadas pela noção de pré-requisitos e convergindo para saberes "superiores", a partir de agora devemos preferir a imagem de espaços de conhecimentos emergentes, abertos, contínuos, em fluxo, não lineares, se reorganizando de acordo com os objetivos ou os contextos, nos quais cada um ocupa uma posição singular e evolutiva. O essencial se encontra em um novo estilo de pedagogia, que favorece ao mesmo tempo as aprendizagens personalizadas e a aprendizagem coletiva em rede. Nesse contexto, o professor deve ser incentivado a tornar-se um animador da inteligência coletiva de seus grupos de alunos em vez de um fornecedor direto de conhecimentos.
A emergência do ciberespaço não significa de forma alguma que "tudo" pode enfim ser acessado, mas antes que o Todo está definitivamente fora de alcance.
Pierre Levy inicia o texto enfatizando que a demanda da formação é grande atualmente, porém não é possível aumentar a quantidade de professores na mesma proporção. Desta forma, faz-se necessário a utilização das novas tecnologias audio-visuais da internet e outras tecnologias. As escolas e universidades “virtuais” têm valor mais baixo do que as escolas de ensino presencial.
Ambas estão oferecendo aos seus alunos a possibilidade de navegar nas informações contidas na internet tornando assim o ensino à distância cada vez mais utilizado. Constatamos também aprendizagem cooperativa, que por sua vez é constantemente atualizada, neste sentido o professor se torna um “animador” da inteligência coletiva. Devemos considerar a transição de uma educação institucionalizada para uma troca de saberes e os poderes públicos deveriam garantir uma formação elementar de qualidade com acesso a midiatecas,além de regular e animar uma nova economia do conhecimento.
O autor inicia o seu texto nos mostrando que os sistemas educacionais encontram-se desatualizados com relação à quantidade, diversidade e velocidade de evoluções dos saberes. Principalmente no que diz respeito à velocidade, porque a sociedade deposita grandes expectativas na educação escolar. As universidades estão cada vez mais cheias e não há nem instituições e nem professores que atendam a esta atual demanda da educação superior. Portanto, se faz necessário buscar soluções pedagógicas para que as deficiências sejam contempladas. Surge então a idéia de escolas e universidades virtuais, que são infinitamente mais baratas e tem uma demanda muito menor de educadores.
Em termos puramente quantitativos a demanda de formação é maior do que nunca, os dispositivos de formação profissional e contínua estão saturados quase metade da sociedade está ou gostaria de estar na escola. Uma das questões que se levanta, sobretudo nos países pobres é a necessidade de ampliar os mecanismos e o esforço pedagógico dos professores e formadores. E o que vem atender a essa demanda são os dispositivos de comunicação em rede, que custam menos do que as escolas e universidades presenciais. Tem se então massificado a oferta, algumas ofertas conseguem estabelecer pontos positivos nesse processo de formação e outros não.
AS ÁRVORES DE CONHECIMENTO, UM INSTRUMENTO PARA A INTELIGÊNCIA COLETIVA NA EDUCAÇÃO E NA FORMAÇÃO
Segundo Pierre Lévy, as Árvores de Conhecimentos são uma hipótese de democracia que se encaixa na atual sociedade, voltada para a informação e a comunicação rápida. Além disso, são um projeto para o futuro, a ser implantado a longo prazo, à medida também que o acesso aos novos meios tecnológicos se torne mais amplo.
As árvores se estruturam a partir de patentes: pequenos emblemas que representam os saberes elementares de cada indivíduo. As patentes são atribuídas às pessoas depois de realizada uma prova, que pode ser um exercício de simulação, de memória, de testemunho, entre outros. Tais saberes não necessariamente são classificados por sua validade acadêmica formal. Esse conceito de patentes, portanto, inclui saberes como saber cozinhar, contar histórias, cuidar de crianças, costurar etc. Desse modo, o indivíduo é valorizado por aquilo que ele sabe, por suas competências, e não por aquilo que ele não sabe (classificação usada na atualidade, altamente excludente).
O conjunto das patentes inseridas na Árvore de Conhecimento forma um brasão, que é uma representação gráfica dos saberes de cada indivíduo, ou seja, a sua identidade cognitiva. A intenção de tal projeto, segundo Lévy, é tornar visível o espaço dos saberes em uma comunidade e a identidade de cada pessoa nesse espaço. A formação de uma árvore em um determinado grupo possibilita que o coletivo humano, até então existente só no plano ideal (ou virtual), se organize efetivamente em uma comunidade de saber, cuja representação gráfica, por sua vez, é a Árvore de Conhecimento, nascida a partir de princípios de auto-organização, de democracia e de livre troca de saberes entre indivíduos.
A Árvore de Conhecimento criada em uma região pode atender à demanda de empregos das empresas ali estabelecidas, criar um registro de como um grupo de pessoas poderia se organizar em torno de suas habilidades e competências, formando cooperativas de trabalho, por exemplo, ou mesmo mostrar quais saberes deveriam ser mais explorados e quais poderiam ser mais desenvolvidos ou aprofundados.
A formação na cibercultura vem sofrendo alterações em relação a renovação do saber , a nova natureza do trabalho que surge por meio do aumento dos conhecimentos e o ciberespaço. O ciberespaço, como citado no texto, “suporta tecnologias intelectuais que amplificam e modificam numerosas funções cognitivas humanas”, acessando por hiperdocumentos, mecanismos de pesquisa às informações que necessita. Novos estilos de conhecimentos e raciocínios como assimilação. Todas estas tecnologias intelectuais são armazenadas em documentos digitais ou programas disponíveis na rede, para que possam ser utilizadas por várias pessoas.
Neste capitulo, Levy diz que, as metáforas centrais da relação com saber são uma maneira de enfrentar todas as mudanças que vem acontecendo a cada dia em uma extensão plana e flexível. Para o autor, o ciberespaço agora passa a “ser algo visível e tangível em tempo real”. As paginas da web passa a ser a forma de comunicação por grupos humanos por meio dos correios digitais e outras formas de comunicação. O ciberespaço surgiu para que a comunicação entre os indivíduos e o acesso aos conhecimentos fique mais fácil.
Levy cita o exemplo do telefone que ajuda as pessoas a se comunicarem umas com as outras, o correio eletrônico também tem este mesmo intuito de facilitar a relação humana. Se formos parar para pensar, a utilização das paginas da web é um meio de preservar a ecologia. Por meio das ecologias cognitivas e que condicionam os valores e os critérios de julgamento das sociedades. O saber era prático e transmitido pelo livro, chamado comunidade viva. Agora, ele passa ser transmitido pelo ciberespaço fazendo com que as comunidades descubram e construam seus objetos e conheçam a si mesmos como coletivos inteligentes.
A simulação é um dos novos modos de conhecimento da cibercultura, que se trata de uma tecnologia intelectual que aumenta a imaginação, inteligência humana, fazendo com que os grupos troquem entre si modelos mentais. É uma ajuda à memória de curto prazo, um modo de permitir a formulação e a exploração rápida de grande quantidade de hipóteses. O objetivo da informática é o saber, a valorização da criação de sinergia entre competências, as imaginações, a inteligência coletiva.
Os sistemas educativos estão relacionados às diversidades e a velocidade da evolução dos saberes. A demanda de formação está cada vez maior e as instituições estão cheias. E quase a metade da sociedade gostaria de estar na escola. Mas para que as pessoas das classes pobres possam desfrutar do conhecimento e se formarem, por um custo menos, as escolas pensaram em um ensino à distância que além de ser mais barato utiliza as tecnologias digitais.
Não se pode esquecer, que além do aumento quantitativo em busca de formação é necessário uma diversificação e personalização, quer dizer, uma qualidade nos cursos para que atinja a necessidade das pessoa. Já nos anos iniciais de escolarização, os alunos estão tendo um contato direto com a informação e o conhecimento acessível pela internet. Com ajuda dos sistemas de simulação os alunos conhecem as práticas de fenômenos complexos a baixo custo e sem correr riscos.
“O ponto principal é a mudança qualitativa nos processos de aprendizagem”, diz Levy. A aprendizagem em grupo utiliza dos bancos de dados e o uso de correios eletrônicos. Assim, o papel do professor muda, ele passa a ser o mediador do conhecimento e não mais o difusor do conhecimento. Ele irá acompanhar as trocas de saberes e a pilotagem personalizada dos percursos de aprendizagem.
Os computadores são instrumentos de comunicação, de pesquisa das informações a serem utilizadas pelos estudantes. E com o crescimento das tecnologias digitais, o uso da mesma tem aumentado, fazendo com que a aprendizagem cooperativa e colaboradora em rede questione os modos habituais de divisão do trabalho.
No texto, o autor questiona sobre a atualização das práticas pedagógicas com relação aos novos processos de transação do conhecimento. E ele coloca que se devem usar as tecnologias de modo acompanhar consciente e deliberadamente uma mudança de civilização que questione as mentalidades e a cultura dos sistemas educacionais tradicionais e os papéis de professor e de aluno. Hoje “a relação com a aprendizagem, a transmissão e a produção de conhecimentos”, não é mais reservada a uma elite, mas sim para todos. As pessoas estão tendo cada vez mais que rever suas carreiras e colocar em prática coleções de competências que obteve durante sua vida. Uma das alternativas é a formação contínua,constituindo um continuum entre tempo de formação e tempo de experiência profissional e social, que significa todas as modalidades de aquisição de competência.
No capitulo XII, Levy apresenta um método informatizado pra gerenciamento global das competências, que é as árvores de conhecimentos. A onde cada individuo poderá fazer com que as suas competências sejam reconhecidas. Competências são habilidades comportamentais e os conhecimentos teóricos. Por meio, do mapa dinâmico de um grupo, poderá ser visto em tempo real os percursos de aprendizagem e de experiências dos membros da coletividade. A árvore e as competências dos indivíduos da comunidade crescem juntas.
A árvore é diferente para cada grupo e tem o dispositivo de “indexação” dinâmica e de navegação que ela propõe, e produz o espaço do saber sem separações, em reorganização permanente de acordo com os contextos e os usos. Os conhecimentos serão representados na árvore n posição ocupada por um determinado saber e em tempo certo para acessar a competência.
O correio eletrônico é um instrumento que favorece das competências social pela troca de saberes e emprego o laço. Levy visa que o sistema das árvores de competências pode ajudar a sociedade contra o desemprego e a exclusão das pessoas que não possuem diploma, favorecendo também uma adaptação na formação profissional para ingressar no mercado da competência.
O projeto Néctar citado no texto facilita a circulação dos estudantes entre cinco universidades da Europa. Este projeto funciona da seguinte forma: cada curso ministrado pelo departamento universitário, ganha uma quantidade certa de brevês que correspondem às competências adquiridas pelos estudantes que cursam a matéria com sucesso.
O objetivo este projeto foi atingido sob o uso de uma conferência eletrônica on-line interconectando todos os participantes comunicando entre si, através de seu perfil de competência. Podiam determinar o perfil de competência suplementar que deseja adquirir. Com ajuda do correio eletrônico o estudante tem contato em primeira mão com as informações de estudantes que já cursaram está matéria e outro local. Este projeto permite que o estudante passe de uma coletividade para outra, de um país a outro, conservando a mesma lista de brevês que definem suas competências.
As mudanças tecnológicas modificaram a relação do saber e a aquisição do conhecimento. As informações chegam com uma velocidade cada vez mais crescente e o volume dessas informações cresce na mesma proporção. A memória humana sozinha não consegue processar todo o conhecimento necessitando de ajuda externa.
Pierre Lévy em seu livro Cibercultura discute como as mudanças tecnológicas influenciam e ajudam na melhoria do saber. Para ele a ajuda externa que a memória necessita pode ser adquirida através de bancos de dados, hiperdocumentos, arquivos digitais e outros.
No momento serão analisados apenas os capítulos X, XI e XII do livro de Pierre Lévy. No capitulo X Lévy apresenta três constatações sobre o sistema de educação. A primeira dessas constatações diz respeito à velocidade do saber e savoir-faire. As competências adquiridas no início de uma carreira ficam fora de uso no fim dessa carreira, Lévy não aprofunda, mas fica evidente que as competências vão se perdendo no percurso e que o indivíduo não adquire outras competências com o trabalho. A segunda constatação está relacionada com as mudanças na relação com o trabalho. Parece contraditório, pois o trabalho faz com que o individuo adquira conhecimento o tempo todo.A terceira constatação diz respeito ao ciberespaço, lugar onde comporta a ajuda externa para a memória.
Diante das constatações a educação na forma tradicional não é eficiente, porque não atende mais a diversidade próprias dos indivíduos. “Os percursos e perfis de competências são todos singulares e podem cada vez menos ser canalizados em programas ou cursos válidos para todos.” Com o intuito de resolver esse problema Lévy apresenta como solução a “imagem de espaços de conhecimentos emergente, abertos, contínuos, em fluxo, não lineares”. Em espaços abertos as competências podem ser adquiridas levando em consideração a necessidade de cada indivíduo. E esses espaços abertos são conseguidos através da EAD (ensino aberto e a distância) esses espaços podem atender a aprendizagem personalizada e ao mesmo tempo coletiva. Além disso, nesses espaços o indivíduo pode buscar a competência que deseja adquirir. Essa nova relação com o saber questiona, segundo Lévy, um dos grandes eventos da história: a celulose. O papel, suporte do saber, tem em suas páginas o conhecimento limitado. Diferente dele a tela, com seus hipertextos tem conhecimentos infinitos. A possibilidade de navegação nesses hipertextos é devido a criação do World Wide Web. WWW tornou-se o principal meio de navegação pela internet, desenvolvendo o ciberespaço. A Web é algo diferenciado, não congelada no tempo, com múltiplas possibilidades e crescente a todo o momento. Enquanto depois da publicação de sua Encyclopédie, Diderot e d’Alembert vislumbravam dominar o saber, com a Web isso se torna impossível, pois a totalidade do conhecimento está fora de alcance. Tudo isso confirma a idéia de ineficiência do saber estruturado em pirâmide ou hierarquias imóveis.
Para Lévy a solução seria as “árvores de conhecimento” que ele discute no capítulo XII. Mas antes ele discute sobre o que ele chama de “simulação” ou aumento da inteligência conseguida através do compartilhamento do conhecimento por grupos dando origem a chamada “inteligência coletiva” ou a “sinergia entre as competências, as imaginações e as energias intelectuais”. E, a inteligência coletiva é conseguida através do ciberespaço, interconexão dos computadores do planeta.
O ciberespaço fez nascer a vontade de saber mais. Cresceu assim, o volume de pessoas em busca de aquisição das competências. Esse aumento de demanda pelo saber não foi acompanhado pelo número de professores disponíveis. A solução é o ensino a distancia com a utilização de recursos diversos como: audiovisual, ensino assistido por computador, televisão educativa, cabo, internet. Já vemos exemplos disso no Brasil, através dos telecursos, canais voltados para formação de professores e vários cursos ministrados pela internet.
São vantagens dessas novas formas de adquirir saber além de outros, o fato de serem mais baratas e a possibilidade de atendimentos das necessidade de cada indivíduo.
Ainda nesse capítulo, Lévy, trata do “novo papel dos professores”. Nesse cenário “a formação contínua dos professores é uma das aplicações mais evidentes dos métodos de aprendizagem aberta e à distancia”. A formação do professor é traduzida pelo seu novo papel de animador da inteligência coletiva e incentivador da aprendizagem e do pensamento. Esse trabalho obriga o professor a estar sempre em sintonia com as novas competências criadas pelas novas tecnologias. É o que Lévy chama de saber-fluxo, o saber que não fica fora de uso conforme sua primeira constatação a respeito da educação e da aquisição do conhecimento. Lembra que o saber que o indivíduo apresenta no início de sua vida profissional não é usado até o final do seu trabalho, mas no percurso o individuo produz saberes diversos. E esses saberes diversos irão alimentar as memórias coletivas. A educação deve se preparar para formar indivíduos que tenham capacidade para gerenciar essas mudanças, pois a aprendizagem é cada vez mais adquirida fora do meio acadêmico através da vida social e profissional. Mas essa mudança passa também pelos método de avaliações institucionais. São eles que validam os programas de ensino. A mudança então, passa primeiro pelo sistema de avaliação. Sem isso não teria sentido mudar o ensino sabendo que o que se cobra é outra coisa.
Finalmente, Lévy imagina uma forma de “aprendizagens permanentes e personalizadas através de navegação, orientação dos estudantes em um espaço do saber flutuante e destotalizado”, as “árvores de conhecimentos”. É uma forma de gerenciar as competências nas escolas, bolsas de emprego e associações. É um mapa que recebe informações dos interessados que informam suas competências, em formato de árvore, e fica disponível, também para interessados em contratar pessoas com um perfil próprio de acordo com as competências de cada indivíduo. O individuo ou uma determinada comunidade ampliando suas competências faz crescer e transformar a árvore dessa comunidade. No “tronco” ficam os saberes básicos, nas “folhas” os saberes especializados de fim de um curso e nos “galhos” as competências específicas de cada indivíduo.
Pierre Lévy revoluciona com a apresentação das formas de aquisição de saberes na sua obra e até apresenta um exemplo de aplicação das árvores de conhecimentos, o Néctar. O exemplo mostra a possibilidade de aplicação do método, porém mudar as mentalidades responsáveis pelo ensino acadêmico é mais difícil já que a escola é uma instituição não adepta a mudanças muito significativas.
Referência
LÉVY, Pierre. Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa. São Paulo; Ed. 34, 1999. Coleção TRANS.
O autor Pierre Lévy, em seu livro Cibercultura discute como as mudanças ocorridas em relação ao saber têm modificado a construção do conhecimento. A agilidade com que elas vêm acontecendo e sua modificação para melhor também. A maior parte das capacidades adquiridas por uma pessoa, no início de sua trajetória profissional caíra em desuso ao terminar sua carreira.
O trabalho representa o centro das atividades humanas, que permite uma relação de troca de conhecimentos e a construção de novos saberes. No mundo virtual, ocorre a troca de informações e os diferentes programas trabalham as capacidades humanas como: memória, imaginação, percepção e raciocínio.
Os conhecimentos não podem mais ser definidos com antecedência, é preciso construir novos modelos de espaço dos conhecimentos. Faz-se necessário a adaptação dos sistemas de educação e formação do ensino aberto e a distancia (EAD). Nesse sentido, o professor desempenha uma função de despertar a curiosidade de seus alunos, ao invés de dar-lhes respostas prontas. Os sistemas públicos de ensino devem contribuir para que os conjuntos de saberes pertencentes às pessoas sejam trabalhados nas instituições escolares.
O mundo virtual é uma nova cultura que esta surgindo. A página da Web, que compõe apenas um dos diversos elementos, nela não existe hierarquia absoluta, articulam diferentes pontos de vista, porem sem uma união.
O ciberespaço vem em elevado crescimento, e dispõe de uma infinidade de informações o que não significa que todas elas possam ser acessadas. Cada pessoa deve organizar seus acessos de acordo com suas necessidades.
As redes digitais concentram diversos conhecimentos, idéias, saberes e comunicação direta por correio digital e outras maneiras de comunicação. Essa interação no mundo virtual é uma das diferentes maneiras de comunicação. Com a expansão da escrita o saber tornou-se mais crítico alcançando um âmbito universal. Com o amplo mundo virtual, o declínio da cultura estruturada pela escrita torna-se bem provável.
A simulação ocupa uma posição central na cibercultura. Trata-se de uma ferramenta que aumenta a imaginação individual, permitindo aos grupos que compartilhem informações. A simulação auxilia a memória de curto prazo que diz respeito a dinâmicas complexas, também é muito utilizada em atividades de pesquisa cientifica de criação industrial, de gerenciamento, de aprendizagem e em jogos e diversão.
O objetivo da informática é proporcionar a inteligência coletiva, permitindo a comunicação entre os grupos e a troca de conhecimento entre os grupos. O ciberespaço ocupara no decorrer dos anos lugar central nas atividades humanas.
Nos dias atuais a demanda em relação à formação profissional e contínua cresce a cada dia. Com isso, faltam profissionais no mercado, transferindo assim o trabalho dos professores e formadores para técnicas que alcancem os alunos de diferentes maneiras como: internet, televisão, cursos a distancia, dentre outras. Assim, as escolas e universidades têm um custo menor.
O ensino a distancia esta cada vez mais presente na sociedade, uma vez que permite acesso ao conhecimento de maneira rápida e segura.
Com as mudanças ocorridas nos processos de aprendizagens, o professor passa a assumir um papel de incentivador na troca de conhecimentos e na construção dos saberes de seus alunos.
É necessária uma adaptação das praticas pedagógicas, no mundo da cibercultura e cabe aos poderes públicos garantir todo o acesso e formação de qualidade.
A relação da aprendizagem, transmissão e a construção de conhecimentos, fazem parte da população num todo, interagindo assim no cotidiano e no trabalho. A formação profissional está modificando na medida em que o mercado exige dos profissionais diferentes competências na busca de resoluções de problemas.
O fato de os indivíduos aprenderem não só no sistema acadêmico, em suas atividades, o trabalho, trás com sigo a necessidade de se reconhecer essas aquisições fora do sistema formal de ensino.
As árvores de conhecimentos promovem a integração e a socialização dos conhecimentos produzidos, modificando a relação do saber.
O autor acredita que o conhecimento teórico como as habilidades comportamentais são competências. O saber fazer cria possibilidades contra o desemprego e a exclusão.
Dessa maneira, Lévy pensa a educação atual como uma troca de conhecimentos por meio da navegação, e a construção de novos saberes que se dá pela interação entre os alunos, utilizando os mecanismos disponíveis pelo ciberespaço.
No vídeo assistido na aula de hoje, foi abordado uma crítica em relação à utilização das ferramentas da internet. Como foi mostrado o profissional de webdesing era valorizado, por ser um dos poucos profissionais que sabiam trabalhar com tais ferramentas.
Com a evolução das tecnologias, a “cultura” foi substituída pelos sites de buscas, facilitando assim o acesso a diversas informações. A criação destas ferramentas modificou as relações sociais.
Atualmente, os sites mais utilizados são aqueles que permitem a melhor qualidade e viabilidade de pesquisa na internet.
Muita coisa mudou em relação à educação. Nos dias de hoje, a mesma, pode ser tanto presencial como a distancia, modificando a atuação do professor em suas diferentes atividades. O conhecimento como foi possível percebermos pode ocorrer ate mesmo em sites de relacionamento, por meio da troca de informação sobre diferentes temas.
As pessoas que trabalham com as tecnologias lidam com questões favoráveis e questões desfavoráveis. As favoráveis são em relação à flexibilidade de horários , de trabalho e as desfavoráveis é pelo fato de não existirem leis que os resguardem de prejuízos diversos.
Por meio do diálogo desenvolvido em sala de aula, com a participação do professor e alunos, debatemos sobre o desenvolvimento das tecnologias nas diferentes classes socias e nos países desenvolvidos e subdesenvolvidos.
Com a discussão e a leitura do texto, percebesse que a tecnologia ganhou vida nova em nosso dia-a-dia, nos possibilitando mais flexibilidade para realizar diferentes tarefas. A formação de redes é fundamental em nosso cotidiano e a internet é uma das ferramentas que vem sendo mais utilizada.
No debate em sala, citamos os diferentes meios de comunicação como: ICQ, Msn, Yahoo, E-mail, Orkut, Twiter, entre outros. Levantamos questões sobre a utilização dos mesmos e sobre a inclusão digital.
A internet é de fácil acesso e devemos utilizá-la de forma consciente, pois, ao mesmo tempo em que nos fornece praticidade, nos deixa vulneráveis às diferentes fraudes.
Consideramos que a tecnologia é um instrumento fundamental para o desenvolvimento da sociedade, uma vez que, facilita a comunicação entre as diferentes culturas e classes sociais. Contudo, ainternet nos permite um conhecimento global.